Você perde a paciência, fica triste, irritado(a) com as outras pessoas? Sejam próximas ou as que passam rapidamente na sua vida em alguma situação do cotidiano? Isso tira a energia da gente né? Então, eu te convido a ver as coisas de outra forma com esse texto.

Faz pouco tempo que eu decidi que não ia mais esperar nada dos outros, não queria mais deixar o controle das minha emoções nas mãos de terceiros. Foi assim, depois dessa decisão, que eu percebi a nossa total dependência da expectativa que temos com os outros!

Pode ser que no seu trabalho você espera mais reconhecimento do seu chefe, calma do seu coordenador, respeito dos seus colegas ou organização do seu cliente. A mãe pode esperar mais empenho do filho, que espera mais paciência da mãe, atenção do pai e menos pressão da avó. Podemos esperar mais educação daquela pessoa que furou a fila, mais silêncio do que está fazendo a prova do nosso lado, mais pressa do carro que vai na nossa frente quando estamos atrasados… Existem infinitos exemplos.

E quando tudo isso que a gente espera não acontece, nos irritamos… e muito! Eu diria que uma boa parte das brigas acontece por falsas expectativas em relação ao outro.

Estamos esperando o TEMPO TODO que as pessoas ajam como A GENTE quer! Que as pessoas façam o que está NA NOSSA cabeça, ou aquilo que tem muito sentido para NÓS.  E sabe quando isso vai acontecer? NUNCA! (Ok, quase nunca)

Quando alguém não age do jeito que a gente acha que ele(a) deveria agir, ficamos extremamente irritados e desiludidos. Como aquela pessoa não vê que ela está tomando as decisões erradas? Que aquilo não se faz ou não se diz?

E sabe qual é a resposta? Não existe decisões, atitudes e respostas erradas. São pontos de vistas diferentes de um universo inteiro que é a cabeça de cada pessoa.

Achamos que algo é certo, mas esse é só o SEU ponto de vista. Sempre vai ser, por mais que você tenha certeza que furar a fila de um banco é errado, um desrespeito, uma falta de consideração. Esse é o seu ponto de vista! Se você tivesse a capacidade de entrar na cabeça da outra pessoa, você ia ver que de alguma forma ela acha que tem o direito ou permissão para fazer isso. Pode ser porque a pessoa acha que não é tonta de ficar na fila, que ela não tem tempo a perder com isso, que o que ela tem para fazer é mais importante… mas ela tem um ponto de vista diferente do seu.

Se você está pensando: “Nada disso faz sentido, como não é errado furar a fila?”. Eu só posso pedir para você continuar lendo para entender.

Reflita!

Se o caso da fila parece um pouco “sem lógica”, te convido a pensar, quantas vezes você ficou frustado(a) com alguém muito próximo a você? Seu parceiro(a), seus pais, irmãos, filhos, amigos… Quantas vezes você ficou nervoso(a) e queria muito que aquela pessoa mudasse ou agisse de forma diferente?

Depois de pensar todas as vezes que você passou por uma situação assim, eu tenho um segundo convite para fazer:  Por que você não fica um tempo sem esperar nada de ninguém? Simplesmente aceita. Aceite que seu parceiro não é tão carinhoso quanto você gostaria, que os seus pais te protegem demais, que  seu chefe é um mal educado, que aquela pessoa que pisou no seu pé não pediu desculpas, que aquele cara não segurou a porta para você, que a caixa do supermercado foi grossa, que o seu amigo te disse algo que te chateou, que aquela pessoa que você admira elogiou o outro partido político…

Aceite! Não deixe as suas emoções tomarem conta do momento. Seja neutro(a)! Talvez, seja difícil no começo, principalmente quando mexe com questões mais profundas. Os pais e parceiros(as) costumam ser os campeões em tirar nossa estabilidade, mas esse exercício se torna mais fácil com o tempo.

O segundo passo é entender. Deixe todos os seus julgamentos de lado e entenda:  Por que aquela pessoa agiu daquele jeito? Olhe com curiosidade, seus gestos, sua maneira de falar, sua linguagem… busque sentido nas ações daquela pessoa. Qual é a história dela? Qual o tipo de pensamento que leva ela a agir daquele jeito? Quais são seus padrões de pensamento? O que ela está vivendo naquele momento?

Ok, vamos ao terceiro e último passo. Talvez o mais difícil para as pessoas que realmente tem expectativa sobre os outros. Se pergunte: “O que EU posso mudar em mim?”

Pode parecer um pouco louco pensar o que eu posso mudar, se o que eu quero no fundo é que o outro mude. Porém, isso faz muito sentido quando pensamos que tudo na vida é ação e reação.

A boa notícia disso tudo, é que você é capaz de mudar outra pessoa, mas você nunca vai conseguir fazer isso, se não se livrar de todos os seus juízos e se colocar no lugar da pessoa. Entender o seu mundo! Ela só age do jeito que age, porque reage as mesmas ações e tem os mesmos padrões de pensamento. Se você quer que ela veja com outros olhos e crie outro ponto de vista, você precisa mostrar isso para ela.

No desespero, muitas pessoas brigam. Gritam toda as suas frustrações. Vomitam milhões de palavras com a ilusão de que aquela pessoa te entenda. Só que se aquela pessoa não está aberta a entrar no seu mundo, ela nunca vai te entender, mas você pode tomar esse passo! Entendendo o mundo dela, você é capaz de explicar como é o seu na mesma linguagem.

Como? Uma conversa sincera, sendo o exemplo, dando atenção, mostrando empatia, criando novas experiências, agindo de outra maneira! Mande outra ação para receber outra reação! Se você continuar igual, tudo vai ser igual!

Nem sempre a pessoa vai mudar. Isso aqui não é manipulação, é um convite a uma nova forma de pensar. Então, a pessoa vai decidir se aceita ou não. Por isso, o passo de aceitar as atitudes dos outros é tão importante.

Não esqueça:  Viver com expectativas em relação a outras pessoas, é ter uma vida de frustração!

Sabe o que você vai ganhar com tudo isso? Liberdade! Você para de depender do humor, da vontade, do entendimento, de tudo que venha dos outros! Não é um bom motivo?

Um beijo

Até a próxima postagem!